4 de out de 2014

Artigo - Em quem votar? - Por Antonio de Andrade

Em quem votar? Essa é a dúvida que surge em épocas de eleição.
Quais candidatos merecem ser colocados no poder, no comando dos cargos de Governador e Presidente e nas funções de Deputado Estadual, Deputado Federal e Senador?
Cada eleitor deseja decidir bem pois, de modo geral, tem consciência da sua responsabilidade na eleição dos representantes do povo, um poder estabelecido pela Constituição Federal: "Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos..." E cada eleitor fica com uma dúvida maior, ao examinar as propagandas políticas, pela dificuldade em encontrar candidatos que possuam qualidades para serem colocados no poder. Essa realidade poderia ser bem diferente, se houvesse mais políticos com "características ideais". Desde o século V a.C., com o filósofo grego Platão em "A República", se almeja um político ideal para governar e agir para que haja uma sociedade ideal. Isso não é uma utopia, um sonho imaginário onde tudo esteja funcionando da melhor forma, como foi imaginado também, pelo escritor inglês Thomas Morus, mas é um sonho que poderá vir a ser realidade, algum dia, em uma sociedade que almeja ser "civilizada". E o que seria "o candidato político ideal", no qual o povo poderia depositar o seu voto, com segurança? Seria aquele que possuísse sadias intenções de, sendo eleito, realizar o melhor possível, no exercício do seu mandato, com alto espírito público, patriótico e com consciência de sua responsabilidade. Aquele que se dedicasse ao bem coletivo, cooperando com suas ações políticas para obter mudanças que produzam uma melhor sociedade humana, um Estado e um país bem administrados, atingindo com êxito seus objetivos. E que também fosse uma pessoa consciente da missão transformadora que seu trabalho político possui, seja no executivo ou no legislativo, realizando ações como agente de mudanças. Ações como a utilização racional e otimizada dos recursos públicos e não apenas para agradar aos eleitores. Ações com o uso do tempo, do melhor modo possível, nas atividades do cargo para o qual foi eleito e não gastando tempo em "briguinhas políticas", como é comum ver pelas notícias nacionais. E realizando as ações de seu trabalho, seja executivo ou parlamentar, com competência, usando um dos melhores sistemas de análise e decisão, o Sistema Proativo. Por esse sistema, primeiro procura-se ter uma visão clara e objetiva dos assuntos, examinando as alternativas de solução, aquelas que seriam as melhores soluções para o bem coletivo do povo, e depois dessa análise, agir nesse sentido, para que a(s) melhor(e)s ação(ões) seja(m) aprovada(s) e implementada(s). Infelizmente, não é essa realidade que se constata, havendo no campo político, vícios, ideologias e sistemas ultrapassados, indicando a necessidade urgente da sociedade realizar mudanças estruturais em seu sistema político para que, algum dia, realmente chegue a existir muitas pessoas em cargos políticos com essas características ideais. Pessoas nas quais, a honestidade política seja uma regra, e não uma exceção difícil de achar, onde os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) possam vir a ser mais eficazes em suas ações e que possam vir a ser fiscalizados e auditados, independentemente de pressões políticas. Quantas mudanças poderiam ser feitas se todos objetivassem o bem coletivo de seus Estados e do Brasil e de todo o seu povo! Somente uma evolução da atual situação política poderá realizar essas e outras mudanças que precisam ser feitas, para o bem do país que quer vir a ser chamado de "primeiro mundo"! Quando se examina os noticiários, constata-se que muitos políticos preferem utilizar o tempo e os recursos públicos colocados à sua disposição para "outros interesses" e outros fins, envolvendo-se em corrupções, em conchavos com finalidade de obterem alguma vantagem pessoal ou de grupos, alguns trabalhando apenas para serem de novo reeleitos, enfim, gastam tempo e dinheiro público em diversos outros interesses. Sem terem o bem coletivo como objetivo dos seus trabalhos, tornam-se "maus políticos" e é como se tivessem puxado, com suas ações, o freio do carro do desenvolvimento das cidades, dos Estados e do país. Seria falta de bom senso uma pessoa dirigir o seu carro com o freio de mão puxado, impedindo que saia do lugar e chegue a algum lugar. Mas, é comum encontrar político agindo como se estivesse com "o freio de mão puxado", atrapalhando as decisões para o bem coletivo, situação típica e até absurda, que ocorre quando um político, por fazer parte da oposição ao Executivo, vota contra, independente de qual seja o projeto que estiver em votação e qual benefício traria ao povo. Quando age assim, na realidade, esse mau político está votando contra o povo e as mudanças necessárias! Um outro exemplo de ações desse tipo, danosas ao bem coletivo, é quando um político faz tudo para que sejam nomeadas para ocupar cargos, não pessoas escolhidas pela sua competência para poderem realizar o melhor, mas escolhidas por acordos ou barganhas políticas feitas durante a campanha eleitoral para conseguir se eleger. Quantos políticos agem desse modo, esquecendo-se de agir para o bem coletivo? Uma pessoa eleita para um cargo público, recebendo dinheiro vindo do povo, através dos impostos que cada cidadão paga, tem por obrigação apresentar o melhor desempenho possível no cargo e não agir como se estivesse segurando "o freio na mão" ou apenas procurando seus interesses. E cada cidadão, tem o direito de exigir dos seus representantes políticos, o melhor desempenho possível e protestar quando eles estiverem agindo contra as mudanças necessárias, para o bem coletivo! Resta, a cada eleitor, a esperança de que sua escolha de candidatos pelo voto seja realmente acertada, retirando do cenário político os que já demonstraram com suas ações que são maus políticos, colocando nos cargos públicos, ou reelegendo, aqueles políticos que realmente demonstrem estarem comprometidos com o objetivo dos cargos a que concorrem. Assim, cada cidadão brasileiro terá certeza de que seu voto consciente contribuirá para que assumam os cargos públicos, somente aquelas pessoas mais responsáveis e que tenham a consciência, o interesse e a motivação de trabalharem para o bem coletivo. Mas, se a escolha de candidatos não for consciente e responsável, e o voto de cada um contribuir para que sejam eleitos maus políticos, estará tornando realidade aquela historinha que conta que um anjo perguntou para Deus, após Ele ter criado o lugar onde seria o Brasil, no futuro: - Por que essa terra foi privilegiada, se nela não foram colocados alguns vulcões e outros tipos de catástrofes como terremotos e tufões? Deus respondeu: - Mas você vai ver o tipo de políticos que vou colocar nesse país...


 *Antonio de Andrade é Escritor e Jornalista, com formação em Psicologia Sebo Virtual Andrade Editora Opção  Site: www.editora-opcao.com.br E-mail : opcao@editora-opcao.com.br
Nome de fantasia/comercial: "Editora Opção" ® Lorena, SP, Brasil
Nosso lema: Plantando idéias saudáveis para melhores ações humanas e um mundo melhor

 * Outros artigos e os 9 livros do escritor Antonio de Andrade podem ser conhecidos no site www.editora-opcao.com.br Nos livros "Os Segredos de Fellicia", "Criança Feliz, Adulto Feliz" e "Disciplina e a Educação para a Cidadania", o autor desenvolve idéias para uma sociedade melhor com melhores ações humanas.

*O artigo acima é de inteira responsabilidade do autor relacionado acima, não refletindo necessariamente a opinião do blog de notícias Lorena em Foco.

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