17 de ago de 2011

Escola de Engenharia de Lorena entra em estado de greve e aulas estão suspensas

A EEL (Escola de Engenharia de Lorena) entrou em estado de greve por um período indeterminado, no início da manhã de quarta-feira, 10/08, devido ao grande período do impasse da incorporação de seus funcionários da extinta Faenquil (Faculdade de Engenharia Química de Lorena) para a atual USP (Universidade de São Paulo), que se arrasta há cinco anos.
A medida envolve 100% de participação, dos trezentos funcionários e docentes, de acordo com o presidente do SINTUSP (Sindicato dos Trabalhadores da USP), Vítor José do Amaral Alves.
Segundo ele, desde a última grande manifestação, ocorrida em maio deste ano, houve duas reuniões com líderes e secretários e até com o próprio governador Geraldo Alckmin (PSDB), porém nada foi posto na parte prática: “Queremos ser tratados com respeito, o funcionário hoje, tem que entrar na justiça para receber os seus direitos trabalhistas, como por exemplo, a sexta-parte” relata.
As defasagens do piso salarial e do quadro do funcionalismo somados ao aumento dos serviços e até uma queda na qualidade de ensino também são apontados como grandes problemas enfrentados no dia a dia da instituição.
Está sendo proposta a alteração do artigo 2º da Lei nº 11814/2004, que possibilita a incorporação desses servidores ao quadro funcional da USP.
Em 2006, um decreto governamental, foi emitido propondo, caso concordassem, prestariam serviços à universidade, onde foram prontamente ratificaram, permitindo a continuidade das aulas sem prejuízos aos alunos na época, mas já sinalizando a transferência posterior para a pasta da Secretaria de Estado da Educação. Foi sendo prorrogado, culminando no vencimento ocorrido nesta quarta-feira.
Como forma de apoio ao movimento, os cerca de 1600 universitários estão aderindo à greve, onde somente a área de pesquisas, que não pode paralisar, estará funcionando normalmente, de acordo com os grevistas.
O diretor do DCE (Diretório Central dos Estudantes) Daniel Guimarães explica a adesão: “Entendemos que a situação, ainda indefinida, se reflete nas condições de ensino, pois os estudantes do campus tem que lidar muitas vezes com superlotação de matérias, falta de bolsas de iniciação científica assim como falta de funcionários e técnicos nos laboratórios, uma vez que estão sobrecarregados para garantir o bom funcionamento da escola”.
Em nota oficial, o reitor local,  Professor Nei Oliveira, afirma que no ano passado, a atual administração solicitou um projeto de expansão estabelecendo em Lorena um Pólo de engenharia do tamanho do existente em  São Carlos-SP, onde a expansão de vagas do setorP é algo que interessa à região, ao Estado e ao País. O projeto foi feito pelos atuais servidores da EEL, em um trabalho extra de grande responsabilidade e esforço, resultando em três novos cursos, com 120 novas vagas, aprovados pelos órgãos colegiados e figuram já no próximo vestibular da FUVEST.
“Como Diretor da Escola, tenho certeza que o Governo do Estado irá responder ao pleito absolutamente justo, o que permitirá o mais rapidamente possível a normalização da Escola, e principalmente, a retomada do maior projeto da USP atualmente em desenvolvimento na área de Engenharia” explica.
A então, FAENQUIL, foi criada em 1969, com o objetivo de qualificar mão de obra para as indústrias que estavam se instalando na região do Vale do Paraíba, onde no ano de 1991, foi estadualizada e passou a pertencer à estrutura da atual Secretaria de Desenvolvimento. Em 2006 foram incorporados os prédios, bens, mobiliários, veículos e imóveis pela então USP, com a exceção os seus funcionários e o corpo docente.
Uma passeata seguida de um ato público pelo centro da cidade está sendo proposto para a próxima semana.
Veja o protesto realizado em maio deste ano clicando aqui.

Instalações e faixas de protesto - maio de 2011
Reprodução- DCE USP

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